Desejo felicitá-los pela Revista 18 nº 26. Os artigos são ótimos e as imagens de José Gurvich (que, confesso, até agora não conhecia) são lindas.
Gostei, em particular, dos textos sobre Lisa Fittko,
Olga Benario, a Revoluçâo
Russa, John Reed e o Cântico dos Cânticos.
Michael Löwy, Ecole des Hautes Etudes
en Sciences Sociales - Paris, França
Parabéns pela Revista 18 nº
26. Com o passar do tempo, a boa qualidade dos artigos fica cada vez melhor.
Trata-se de uma publicação de conteúdo e está prestando um serviço inestimável
à nossa comunidade.
Henry I. Sobel, Rabino Emérito - São Paulo, SP
A Revista 18 é uma publicação cultural muito
enriquecedora com excelentes trabalhos. Parabéns pela publicação.
Paulo Roberto Pereira -
Rio de Janeiro, RJ
Pode parecer estranho, mas gostaria de parabenizá-los
pela Revista 18 nº 24, que já foi publicada há
algum tempo. Na verdade, eu ganhei esta edição de presente de um amigo da minha
sinagoga e a guardei. No entanto, só agora pude ler com calma e me arrependi de
não ter lido antes. Os assuntos são ótimos e são
tratados de forma imparcial, o que é importante em nosso meio. Muitíssimo
obrigada pela qualidade da revista!
Raquel Nunes -
São Paulo, SP
Aprecio deveras a Revista 18, que tem sempre coisas
bastante interessantes.
Rosa Grena Kliass - São Paulo, SP
Estou escrevendo devido ao ímpeto que senti para elogiar a
matéria publicada na Revista 18 nº 26,
intitulada "O fator Obama". Com efeito, o Sr. Luis Dolhnikoff foi muito feliz com este texto, que considero
extremamente elucidativo, consciente, atual e sincero. Devo acrescentar ainda
que, sob a minha percepção, visualizo uma distância importante entre este
artigo e outros que tive a oportunidade de ler sobre o mesmo assunto por
considerá-los parciais, tendenciosos, mesmistas e
estressados.
Zeno
Millet, por e-mail
Na seção de Humor da Revista 18 nº
26 é apresentada a conhecida anedota do judeu que quer
uma mezuzá sobre o seu carro. A anedota
termina com o rabino reformista, que conhece o carro, mas não sabe o que é uma mezuzá. Creio que essa anedota e assemelhadas não
cabem dentro do espírito da Revista 18, ao fazerem graça a partir de um
preconceito, no caso, o de que os judeus reformistas e por extensão seus
rabinos são ignorantes no que se refere a judaísmo.
Permito-me, assim, recomendar que os responsáveis por esta seção da revista
escolham suas anedotas com maior cuidado, evitando aquelas que venham a causar
mal-estar entre parte dos seus leitores.
Alexandre José Marko - São Paulo, SP
Em minhas mãos a Revista 18 nº
26, que em sua última contacapa, na seção de Humor,
traz uma piada (se é que posso assim chamá-la) de extremo mau gosto e
tendenciosa. Podemos discordar das diversas linhas de nossa religião, mas
devemos aprender a respeitá-las. Tudo nesta página é avesso ao que pregamos, o texto e a charge. Fica aqui meu mais veemente
protesto!
Mario A Grunebaum - São Paulo, SP
É notória a qualidade dos artigos da Revista 18. Por
isso mesmo, chamou a atenção o forte contraste da charge da terceira
capa do número 26, que reforça um tolo estereótipo quanto ao conhecimento e à
posição dos rabinos das diversas correntes no que tange aos objetos rituais e
bens materiais.
E a ironia dentro da ironia é que o lugar mais fecundo para
o dono da Lamborghini adquirir uma mezuzá para automóveis, e outros amuletos de
inspiração judaica (tais como tefilot haderech e retratos de homens santos), é justamente a
sinagoga ortodoxa.
Raul Cesar Gottlieb - Rio de
Janeiro, RJ
Gostaria que me fizessem o favor de fazer chegar ao ilustre
escritor e ensaísta, Sr. Luis Dolhnikoff, a pergunta
que dirijo a ele de modo a sanar uma dúvida que me assola desde que li seu
excelente artigo publicado na Revista 18, nº16, de julho/agosto 2006,
cujo título é "Palestina: história e geopolítica de um nome". Ele afirma que
"os povos que passaram pela região ou nela viveram são conhecidos: judeus,assírios, babilônios, persas, gregos, romanos,
bizantinos, árabes, turcos, ingleses. Um povo palestino não faz parte da
história". Entretanto, quando se estuda como era constituída a região conhecida
como Crescente Fértil, na época antes de Cristo, encontram-se as seguintes
denominações: Fenícia, ao norte; Canaã, no centro (no século x a.e.c,
dividindo-se em Israel e depois Samaria e Judéia) e
no sul, Filistéia. Como diz o Dr. Dolhnikoff
em seu artigo, o termo filisteu, em português, nada mais é do que o termo
latino Palastinus, que por sua vez é a
tradução de Peleshet, do hebraico antigo, que
denominava invasores vindos do mar, de origem grega. Ora, associando-se esta
afirmação com o antigo nome da região sul do Crescente Fértil pode-se
depreender que existia um grupo, um povo ou uma nação, que bem poderia hoje ter
como descendentes os atuais árabes, que habitavam a Palestina inglesa à época
da partilha e, portanto, tendo sua primitiva origem nos Peleshet,
de origem grega. Peço que me esclareça este dilema, possivelmente falso.
Venancio
Grossi, por e-mail
Luis Dolhnikoff responde:
Prezado
Sr. Grossi,
Obrigado pela leitura generosa de meu artigo. Quanto ao seu
assim dito dilema, nada tem de falso. Se há algo infelizmente verdadeiro nessa
região, tanto em termos históricos como geopolíticos, é a existências de
dilemas. Neste caso, porém, não é difícil dirimir a dúvida. A presença de um
povo grego na região de Israel ao longo dos últimos milênios não deixaria de
ser registrada pela História. De fato, ela é registrada quando aconteceu, ou
seja, há vários milênios. Depois disso, essa colônia asiática (havia muitas
outras colônias gregas na região da atual Turquia) deixou de existir, provavelmente
em função de guerras. Por outro lado, não faz nenhum sentido
gregos falando árabe - mas faz todo sentido árabes falando árabe. Povos
não abandonam suas línguas. No máximo, a hibridizam: daí, mesmo uma língua como
o ídiche ser uma mistura de alemão antigo com
hebraico. Não há uma presença da língua grega no árabe da região, porque se
trata, isto sim, dos descentes diretos dos invasores árabes que começaram a
deixar sua região de origem, a Península Arábica (sic), a partir do século 7 e.c., e a se espalhar pelo Oriente Médio e o norte da
África. Em suma, o fim da presença grega é muito anterior à chegada dos árabes.
Além disso, o termo Palestina ou Filistéia, não por
acaso, cai em desuso ao longo do tempo, só sendo resgatado pelos ingleses no
século 20, e não em referência a seus habitantes, mas
de modo arbitrário. Foram os ingleses, por exemplo, que deram ao Iraque esse
nome, que é a tradução literal de Mesopotâmia para o árabe, e não porque ali
vivam povos mesopotâmicos. A Arábia Saudita chama-se
assim em função da família reinante, os Saud; a
Jordânia foi batizada em função do rio Jordão etc. Na verdade, com exceção de
Israel, que se refere ao povo de Israel, nenhum nome nacional na região tem
verdadeiro sentido étnico-linguístico.
O Egito talvez seja o caso mais semelhante ao de uma
Palestina. Egito é o antigo nome do país, mas nem por isso seus
habitantes são egípicios, pois são, mais uma vez,
árabes. Neste caso, porém, os antigos habitantes estão de fato lá. São a minoria copta. Ou seja, a invasão e
ocupação árabe reduziu o povo egípcio original a uma minoria no atual
país de maioria árabe. Se os antigos gregos estivessem na região, simplesmente
estariam ali, assim como os coptas no Egito, dos quais, enfim, os árabes do
Egito não são descendentes.
Luis Dolhnikoff
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