Ano VII - número 28
Outubro 2009
 
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Desejo felicitá-los pela Revista 18 26. Os artigos são ótimos e as imagens de José Gurvich (que, confesso, até agora não conhecia) são lindas. Gostei, em particular, dos textos sobre Lisa Fittko, Olga Benario, a Revoluçâo Russa, John Reed e o Cântico dos Cânticos.

Michael Löwy, Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales - Paris, França

 

Parabéns pela Revista 18 26. Com o passar do tempo, a boa qualidade dos artigos fica cada vez melhor. Trata-se de uma publicação de conteúdo e está prestando um serviço inestimável à nossa comunidade.

Henry I. Sobel, Rabino Emérito - São Paulo, SP

 

A Revista 18 é uma publicação cultural muito enriquecedora com excelentes trabalhos. Parabéns pela publicação.

Paulo Roberto Pereira - Rio de Janeiro, RJ   

 

Pode parecer estranho, mas gostaria de parabenizá-los pela Revista 18 24, que já foi publicada há algum tempo. Na verdade, eu ganhei esta edição de presente de um amigo da minha sinagoga e a guardei. No entanto, só agora pude ler com calma e me arrependi de não ter lido antes. Os assuntos são ótimos e são tratados de forma imparcial, o que é importante em nosso meio. Muitíssimo obrigada pela qualidade da revista!

Raquel Nunes - São Paulo, SP

 

Aprecio deveras a Revista 18, que tem sempre coisas bastante interessantes.

Rosa Grena Kliass - São Paulo, SP

 

Estou escrevendo devido ao ímpeto que senti para elogiar a matéria publicada na Revista 18 26, intitulada "O fator Obama". Com efeito, o Sr. Luis Dolhnikoff foi muito feliz com este texto, que considero extremamente elucidativo, consciente, atual e sincero. Devo acrescentar ainda que, sob a minha percepção, visualizo uma distância importante entre este artigo e outros que tive a oportunidade de ler sobre o mesmo assunto por considerá-los parciais, tendenciosos, mesmistas e estressados.

Zeno Millet, por e-mail

 

Na seção de Humor da Revista 18 26 é apresentada a conhecida anedota do judeu que quer uma mezuzá sobre o seu carro. A anedota termina com o rabino reformista, que conhece o carro, mas não sabe o que é uma mezuzá. Creio que essa anedota e assemelhadas não cabem dentro do espírito da Revista 18, ao fazerem graça a partir de um preconceito, no caso, o de que os judeus reformistas e por extensão seus rabinos são ignorantes no que se refere a judaísmo. Permito-me, assim, recomendar que os responsáveis por esta seção da revista escolham suas anedotas com maior cuidado, evitando aquelas que venham a causar mal-estar entre parte dos seus leitores.

Alexandre José Marko - São Paulo, SP

 

Em minhas mãos a Revista 18 26, que em sua última contacapa, na seção de Humor, traz uma piada (se é que posso assim chamá-la) de extremo mau gosto e tendenciosa. Podemos discordar das diversas linhas de nossa religião, mas devemos aprender a respeitá-las. Tudo nesta página é avesso ao que pregamos, o texto e a charge. Fica aqui meu mais veemente protesto!

Mario A Grunebaum - São Paulo, SP

 

É notória a qualidade dos artigos da Revista 18. Por isso mesmo, chamou a atenção o forte contraste da charge da terceira capa do número 26, que reforça um tolo estereótipo quanto ao conhecimento e à posição dos rabinos das diversas correntes no que tange aos objetos rituais e bens materiais.

E a ironia dentro da ironia é que o lugar mais fecundo para o dono da Lamborghini adquirir uma mezuzá para automóveis, e outros amuletos de inspiração judaica (tais como tefilot haderech e retratos de homens santos), é justamente a sinagoga ortodoxa.

Raul Cesar Gottlieb - Rio de Janeiro, RJ

 

Gostaria que me fizessem o favor de fazer chegar ao ilustre escritor e ensaísta, Sr. Luis Dolhnikoff, a pergunta que dirijo a ele de modo a sanar uma dúvida que me assola desde que li seu excelente artigo publicado na Revista 18, nº16, de julho/agosto 2006, cujo título é "Palestina: história e geopolítica de um nome". Ele afirma que "os povos que passaram pela região ou nela viveram são conhecidos: judeus,assírios, babilônios, persas, gregos, romanos, bizantinos, árabes, turcos, ingleses. Um povo palestino não faz parte da história". Entretanto, quando se estuda como era constituída a região conhecida como Crescente Fértil, na época antes de Cristo, encontram-se as seguintes denominações: Fenícia, ao norte; Canaã, no centro (no século x a.e.c, dividindo-se em Israel e depois Samaria e Judéia) e no sul, Filistéia. Como diz o Dr. Dolhnikoff em seu artigo, o termo filisteu, em português, nada mais é do que o termo latino Palastinus, que por sua vez é a tradução de Peleshet, do hebraico antigo, que denominava invasores vindos do mar, de origem grega. Ora, associando-se esta afirmação com o antigo nome da região sul do Crescente Fértil pode-se depreender que existia um grupo, um povo ou uma nação, que bem poderia hoje ter como descendentes os atuais árabes, que habitavam a Palestina inglesa à época da partilha e, portanto, tendo sua primitiva origem nos Peleshet, de origem grega. Peço que me esclareça este dilema, possivelmente falso.

Venancio Grossi, por e-mail

 

Luis Dolhnikoff responde:

Prezado Sr. Grossi,

Obrigado pela leitura generosa de meu artigo. Quanto ao seu assim dito dilema, nada tem de falso. Se há algo infelizmente verdadeiro nessa região, tanto em termos históricos como geopolíticos, é a existências de dilemas. Neste caso, porém, não é difícil dirimir a dúvida. A presença de um povo grego na região de Israel ao longo dos últimos milênios não deixaria de ser registrada pela História. De fato, ela é registrada quando aconteceu, ou seja, há vários milênios. Depois disso, essa colônia asiática (havia muitas outras colônias gregas na região da atual Turquia) deixou de existir, provavelmente em função de guerras. Por outro lado, não faz nenhum sentido gregos falando árabe - mas faz todo sentido árabes falando árabe. Povos não abandonam suas línguas. No máximo, a hibridizam: daí, mesmo uma língua como o ídiche ser uma mistura de alemão antigo com hebraico. Não há uma presença da língua grega no árabe da região, porque se trata, isto sim, dos descentes diretos dos invasores árabes que começaram a deixar sua região de origem, a Península Arábica (sic), a partir do século 7 e.c., e a se espalhar pelo Oriente Médio e o norte da África. Em suma, o fim da presença grega é muito anterior à chegada dos árabes. Além disso, o termo Palestina ou Filistéia, não por acaso, cai em desuso ao longo do tempo, só sendo resgatado pelos ingleses no século 20, e não em referência a seus habitantes, mas de modo arbitrário. Foram os ingleses, por exemplo, que deram ao Iraque esse nome, que é a tradução literal de Mesopotâmia para o árabe, e não porque ali vivam povos mesopotâmicos. A Arábia Saudita chama-se assim em função da família reinante, os Saud; a Jordânia foi batizada em função do rio Jordão etc. Na verdade, com exceção de Israel, que se refere ao povo de Israel, nenhum nome nacional na região tem verdadeiro sentido étnico-linguístico.

O Egito talvez seja o caso mais semelhante ao de uma Palestina. Egito é o antigo nome do país, mas nem por isso seus habitantes são egípicios, pois são, mais uma vez, árabes. Neste caso, porém, os antigos habitantes estão de fato lá. São a minoria copta. Ou seja, a invasão e ocupação árabe reduziu o povo egípcio original a uma minoria no atual país de maioria árabe. Se os antigos gregos estivessem na região, simplesmente estariam ali, assim como os coptas no Egito, dos quais, enfim, os árabes do Egito não são descendentes.

Luis Dolhnikoff


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